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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Falta de comunicação

Olá amigos,

Como vocês considerariam o seguinte cenário?

As pessoas montam uma empresa e aproveitam a carteira de clientes que já possuíam quando trabalham como funcionários de outra empresa. Todos felizes e satisfeitos com o negócio promissor.

É um cenário até corriqueiro de quem dá uma guinada e parte para o sonhado negócio próprio.

O que muitos não reparam, até porque a maioria dos empreendimentos não dura tantos anos, é o fato da deterioração na comunicação.

É a velha história: Sempre funcionou assim. Quando ocorre algum problema, procuram quem é o responsável.
A lógica cartesiana de buscar bodes espiatórios e justificar com o mínimo esforço.

Quando o negócio atravessa uma década, ou mais, sorte desse empreendedor. Pode parecer que é uma vantagem, um domínio do talento sobre o mercado. Porém, pode gerar arrogância e prepotência.

Há empresas pequenas que mandam email aos colaboradores para buscar e manter a qualidade.
Nada errado nisso e o exemplo é até benéfico. Só não pode ser usado para transferir a responsabilidade.
Se o dono do negócio não sabe executar, a luz vermelha de advertência permanece acesa no mercado, menos na cabeça dele. E nesse ponto, mora o perigo maior. A comunicação não chega a ele (pelo menos os fatos como acontecem realmente, apenas justificativas e relatos elaborados para tirar o de cada um "da reta"). Isso porque foi criado um sistema feudal de vassalagem e suserania, onde um manda e o outro obedece.

As microempresas são lugar de inovação e não de ordens limitadoras. E na prestação de serviço, a criatividade deve dar o tom. Não significa que as normas devem ser eliminadas. Deve haver flexibilidade.

A comunicação nas pequenas empresas corre um grande risco quando as pessoas que trabalham próximas criam hierarquias e engessam o relacionamento, atribuindo resposabilidades exdrúxulas que servem apenas para demarcar território.

Exemplo disso é o uso inadequado do email, que facilita e sustenta um grande mercado, mas que se torna inútil e cria barreiras para empresas que gostam de paredes virtuais.

Pessoas que ocupam a mesma sala ou o mesmo andar, responsáveis diretos por assuntos comuns deixam de compartilhar informações, simplesmente porque na cabeça de cada um, tudo está bem definido e se outro não fizer, azar o dele.

Então, há necessidade de uma análise mais profunda do comportamento de quem coordena (e até manda) na empresa de pequeno porte. A ilusão de que está cumprindo o papel do empreendedor, muitas vezes cega e substitui competências por poder de decisão ou de "criador de relações de dependência", mais adequadas à época do regime militar.

Empresas gigantescas pregam que seus executivos, CEO, CFO, chairman etc devem observar a natureza básica do negócio e dirigir o próprio carro, pegar o lixo e jogar no devido lugar... São coisas simples, mas que são ignoradas pela megalomania de microempresários, que além de sufocar a comunicação, atravanca o trabalho e decreta até que a empresa não crescerá mais, uma obviedade nesse contexto, pois acreditam que está de bom tamanho, que em time que está ganhando não se mexe... e adotam posturas que praticamente impedem o progresso.

O empreendedor deve observar a natureza do seu negócio como organismo vivo e não apenas como fonte de riqueza e status.

Grande abraço!

A importância da leitura

Olá amigos,

Descobri a importância da leitura quando folheei pela primeira vez, o jornal Financial Times, aquele jornal inglês com folhas coloridas, a mesma cor do Brasil Econômico.

Esta não é nenhuma tentativa para mostrar uma falsa erudição, nem escrevo isso para fingir humildade, pois como Golda Meir disse, não é preciso ser tão humilde, pois não somos tão grandes assim.

O fato é que a diagramação daquele jornal era muito interessante. Na primeira página, bem antes do Twitter, os textos bem sintetizados e claros, informavam o contexto da notícia. Algumas palavras e o leitor procurava direto a notícia, na página indicada.

Talvez a habilidade de resumir ideias em 140 caracteres, que muitos usam com maestria, esteja relacionada a essa técnica. Como ser persuasivo em poucas palavras? Pois bem, ninguém que fala muito ou escreve muito, consegue ser muito persuasivo. Há discursos que duram mais de uma ou duas horas e única lembrança é a ansiedade de ir embora. Bons oradores falam dez minutos e muitos lembram das palavras durante anos.

Para escrever e falar bem, é preciso ter uma boa base, tanto no vocabulário, quanto nas experiências de vida.
Porém, é preciso cuidado, pois não se deve confundir "quantidade" de livros ou qualquer outro material lido, como base de conhecimento. O aproveitamento do que é lido depende do interesse e capacidade de abstração.

Não gosto muito dessa simplificação, mas é um artifício: a abstração, mas deve haver mais que isso. O que é lido deve gerar emoção e reflexão.

O grande problema é, muitas vezes, a vontade de tirar conclusões sem tentar interpretar o sentido do texto.
É muito comum resumir como "gostei", "não gostei" e diversas outras variações.

No caso de obras conceituadas e livros escritos por mestres como Umberto Eco, a falta de interesse pelo assunto ou familiaridade pode tirar a atenção do leitor, pois são obras densas e a quintessência do pensamento literário.

Todo bom livro cria a chance de reflexão. É comum o desperdício na leitura, quando os meramente críticos destacam pontos que são obscuros só para esse tipo de leitor. Por falta de compreensão do contexto. O livro parece que deve ser autoexplicativo. Muitas vezes sim, mas alguns textos são exclusivos para os iniciados e profundamente curiosos.

Já dizia um escritor, que se o livro não vende, é ruim.

Há vários aspectos e essa "verdade" se aplica na maioria deles. No entanto, livros que exigem conhecimento específico antes da leitura, por mais que tenha uma qualidade e nível de excelência, não vai vender tanto.

O comportamento mais pernicioso de um leitor "em formação" é o desprezo por algo que não conhece. Nem podemos chamar alguém assim de leitor. Não querer aprender e repudiar as ideias, apenas por não tem base para questionar ou debater, é uma lástima inominável.

Para aproveitar a leitura, é preciso querer ir fundo, ter curiosidade, buscar intensidade na leitura. O resultado será uma melhora na habilidade na hora de escrever.

É como um artista no palco: a intensidade e emoção que ele sente em cada trabalho, a vivência mental do conteúdo do script, a memória das experiências e as projeções que realiza ajudam a desenvolver seu trabalho.

A leitura pode funcionar e dar resultados assim também.

Até a próxima.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Stop Neuromarketing!

Science of the Movies - MindSign Neuromarketing

"If It Feels Good Do It" : Using Neuromarketing to Go Beyond

Pra que mentir...

As pessoas buscam a verdade ou a mentira?

Qual é a necessidade da mentira? E da verdade?
Será que o modo de contar uma verdade, já não cria uma cara de mentira?

Uma verdade mal contada é, sem dúvida, tão danosa quanto uma boa mentira.

Para contar um fato, descrever um acontecimento, as pessoas envolvidas na comunicação devem tomar alguns cuidados, por exemplo, considerar que tudo envolve emoção e será lembrado com o sentimento do momento em que o fato fica conhecido. É preciso tato, sensibilidade na hora de falar e paciência e interesse para ouvir.

A verdade, quando o fato é indesejável, deixa rastro, machuca e marca o sentimento das pessoas.
É bom pensar nisso também.

Um aspecto na comunicação já dá a dica: uma explicação que exige outra explicação é no mínimo, ruim.
Ruim porque falta embasamento. E as mentiras deslavadas são percebidas por esse aspecto, também.

Mesmo sem recorrer à mentira, muitas verdades são piores que as lorotas mais habilmente maquinadas.

É difícil responder a essa simples questão, pois a fantasia, ilusão e desejos insatisfeitos podem mascarar a vontade de saber a verdade.

O que é a verdade?
A verdade é a realidade dos fatos, sem adornos ou metáforas.
É o que simplesmente "é", não o que parece ou que significa.
É a percepção crua, sem julgamento ou necessidade de conclusão.
Pessoas normais julgam e concluem imediatamente ao ver uma cena, fotografia etc.
E as mais ansiosas, já projetam um cenário de preocupação ou efeitos catastróficos, em casos extremos.

Tudo depende do "contexto", que já é passível das mais variadas interpretações. Complicado?

Todo fato gera um comentário. Se for para sacanear alguém então, nem se fala.

Como saber se algum "fato" comentado é verdadeiro?
Tudo depende da confiabilidade da fonte e se você é a testemunha, tome alguns cuidados a mais. Isso porque, você vai narrar esse fato depois.

Esses passos não estão relacionados à sua necessidade de ouvir ou falar sobre o assunto, mas apenas perceber, sem a ação ou reação de qualquer pessoa. Nem a sua, apenas uma "avaliação" fria.

O que é o fato? Ele existe independente da necessidade de ser conhecido.

Para perceber e avaliar o fato (antes de contar a alguém)
Primeiro: Observe o que aconteceu.
Onde, quando e o que aconteceu, como... A causa será conhecida após alguma pesquisa ou investigação e não tire conclusões precipitadas.
Segundo: Não use adjetivos:
Bom, ruim, legal, sensacional, deprimente... etc.
O que é não é a sensação que o fato causa.
Terceiro: Não pondere sobre eventuais consequências ou causas imediatas ou futuras.
O efeito dominó gerado por essas conclusões compromete a veracidade do fato.

O fato em si mesmo, ele próprio, não requer explicação. A descrição deve ser isenta. Isso é extremamente difícil, sem manifestar uma opinião.

Para que a descrição seja fiel, não julgue e nem pule para as conclusões. Pode modificar drasticamente a descrição e afetar o entendimento sobre os acontecimentos. Pessoas que são hábeis na manipulação aproveitam essa chance para pontuar e enfatizar seu ponto de vista.

Existem especialistas que apontam o estudo de ações e comportamentos que denunciam mentiras.
Há diversos detalhes e quem se aprofundar no estudo da detecção de mentiras, poderá explorar muitos aspectos comportamentais lendo livros sobre "sinais" que identificam uma mentira, atitudes comuns em mentirosos etc....

A complexidade de alguns fatos levam a conclusões imediatas, que confundem a cabeça até dos mais sensatos, sem falar na falta de recursos linguísticos de muitas "testemunhas oculares". O efeito de uma verdade, mesmo bem contada, não está imune às mais variadas interpretações. É aí que o perigo se multiplica. As intenções e opiniões fermentam o lado negro de um acontecimento e geram conspirações e eventos paralelos.

Falar a verdade é um bom hábito. Porém, é preciso cuidado para não "opinar" e insistir apenas na sua versão. E as versões podem ser alteradas com poucas mudanças nos relatos, que fatalmente acontecem, e sempre.

Muitas mentiras surgem do medo de decepcionar as pessoas, não necessariamente da necessidade de esconder algum fato. Nesses casos, pequenas distorções "inofensivas" podem gerar conflitos imensos. Isso porque a avaliação do que é positivo ou negativo, em qualquer comentário, principalmente nos mais "sinceros" apresenta uma grande carga emocional que pode transformar um pequeno comentário em uma longa sessão inquisitória...rs

Pois bem, a mentira nunca é conveniente, mas em contrapartida, muitas verdades são convenientes apenas na visão de quem conta essa tal verdade, geralmente tendenciosa e suscetível às mais calorosas emoções.

A verdade que fere, magoa e entristece, é muito perniciosa. Todos merecem saber a verdade, mas é necessário eliminar os sintomas como busca de compensação de algum episódio anterior.

Conviva bem com a verdade e as mentirinhas sempre são detectáveis. Quando não prejudicam, podem ser facilmente explicadas.

Um abraço, sincero... porém, não livre de alguma intenção!

Vento no Litoral - Legião Urbana

Horário de verão acaba hoje

Parabéns a você que curtiu esse período com uma hora de antecedência e agora volta ao horário normal.

É um período agradável, depois que o corpo acostuma e viver agora acordando uma hora mais tarde, é até benéfico. Porém, no começo, as horas parecem que demoram a passar. Sair do trabalho uma hora mais tarde?
Essa é a impressão. Sorte que podemos nos acostumar à nova realidade rapidamente.

Algumas dicas:
1) Acerte o relógio: Não pegue nenhuma pedra... os aparelhos com ajuste automático não precisam ser ajustados, desde que o governo não tenha mudado as datas de início e término do horário de verão.
2) Aproveite que teremos uma hora a mais. Pode ser no twitter, na cama ou em algum outro lugar.
3) Crie uma nova rotina: parece brincadeira, mas quando o corpo precisa se ajustar a uma nova situação, é propício para adotar novas atitudes e comportamentos. Aproveite, crie uma agenda, refaça os planos.

A partir de agora, o Carnaval será a preocupação de muita gente. Alguns vão encarar como a continuidade habitual do trabalho e outros, como férias. Boa parte vai aproveitar e viver o Carnaval. Não importa, o que interessa é viver com intensidade.

A intensidade do momento é que dá sentido à vida.

Não importa se você trabalha há um ano, dez ou vinte.... ou muito mais. O que conta é como você aproveita com a mente e o corpo presente em cada momento. De obrigação ou diversão.

Essa hora a mais, hoje, pode servir também para refletir e tomar o controle dessa vida que andou sendo levada até agora, de uma forma até "consequente" e resultante das situações.

A vida necessita de mais que isso.

Viva a vida com intensidade e não apenas como uma sucessão de acontecimentos.

Grande abraço e vamos em frente que o ano ainda será bem quente!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Inglês: dicas úteis... ou não

Qual a melhor forma de exercitar um idioma estrangeiro? Não parece ser simples, mas é bom prestar atenção em como você fala e usa a sua língua mãe.
O comportamento influencia muito o desenvolvimento das habilidades comunicativas.

O inglês é um dos únicos idiomas em que há mais pessoas que usam, do que os habitantes dos países que o adotam como idioma oficial. Então, a variedade do inglês global apresenta muitas distorções e nuances.
Muitas são corretas e outras, bem estranhas.

Vamos ao básico.
Há algumas dicas importantes (dependendo do nível de quem estuda)

1- Pensar em inglês, ou seja, aprender a ordem das palavras e traduzir o sentido e não palavra por palavra.
2- Aprender os "collocations", colocações adequadas a cada situação
3- Falar e ler muito, mas cuidado para não treinar demais a leitura sem ouvir como as palavras ou frases são faladas por "nativos" (não os índios rs... mas pelas pessoas que têm o inglês como língua materna.). Assistir canais de notícias ajuda e os seriados são excelentes, pois os contextos situacionais colaboram para o aprendizado.
4- Cante e tente imitar o original. Não é para ser o próximo American Idol, mas para treinar a articulação e pronunciar corretamente, sem esforço, posteriormente.
5- Preste bem atenção nas situações em que as frases e palavras são usadas.
6- Leia sites, jornais, revistas, principalmente os assuntos que mais interessam ou que você domina com certa ou total profundidade. Ajuda a entender os contextos e absorver o "jeito da coisa".
7- Imagine diálogos. E não tenha vergonha se não conseguir ficar satisfeito. A prática permite a perfeição, ou quase... isso é bom, pois nada é perfeito mesmo.
8- Traduza para o português e releia, revise e pense: ficou natural ou concluiu que ninguém fala desse jeito? Pois é... se você sentiu desconforto, está aprendendo. Repita sempre esses passos. Não será tão fácil e nem garante sucesso absoluto, mas ajuda a melhorar bastante quem está começando ou até mesmo os que estão no nível intermediário, precisando exercitar ou melhorar.
9- Comunicar é tornar comum... então, não adianta estudar sozinho a vida inteira. Reúna amigos que visam o mesmo que você e "ajudem-se".

Essas são as ações básicas. Postarei mais e fique à vontade para comentar abaixo.

Grande abraço!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Analogias

As metáforas, analogias e todas as comparações ajudam a reforçar o que percebemos. Quando entendemos além das entrelinhas, ou seja, o que está implícito, seja como conotação ou duplo até triplo sentido, nossa percepção estimula a criatividade, abrindo o horizonte para novas interpretações.

Quanto mais as ciências exatas evoluem, melhor é o entendimento sobre a importância das emoções nas questões do dia a dia. Esse aspecto reforça dramaticamente o poder das mensagens.

Há muito tempo, são usados arquétipos para simular o comportamento e decisão dos consumidores ou pessoas que precisam escolher algumas alternativas. O arquétipo é o espelho das aspirações do ser humano. Tudo o que ele sente falta e deseja, pode ser reunido num arquétipo, que é o modelo com o qual o indivíduo se identifica.

Tudo que integra o arquétipo é motivo de comparação e há uma relação quase biunívoca com o indivíduo que reúne tais características. Esse exemplo demonstra o poder da metáfora. E a análise comparativa sempre aponta traços comuns, facilitando a previsão de ações futuras no comportamento.

Nesse contexto, a neurociência apresenta boas descobertas, pois vai além da pirâmide de Maslow e as carências afetivas e frustrações freudianas. Basta citar que os avanços na psicologia desde 1990 representam mais conhecimento do que o que foi acumulado nos séculos anteriores, desde o início dos estudos nesse campo.

A neurociência é um campo puramente científico com aplicação muito interessante no marketing. Tanto que a principal aplicação é nesse sentido: o Neuromarketing. A neurolinguística tornou-se famosa pelas fórmulas propagadas pelos livros de autoajuda, pensamento positivo etc., porém vai muito além de dicas e truques. A neurociência proporciona uma base quase inesgotável de informações sobre as motivações do ser humano.

Nem sempre o desejo gera frustração. Muitas vezes gera um novo tipo de motivação. E as novas ideias criam situações melhores do que as anteriores, desde que sigam os princípios do bom senso e da lógica. Porém, se as regras comuns forem seguidas, o resultado não será um avanço medíocre? Pode ser.

Einstein já dizia que a solução está sempre num patamar superior e mais amplo do que aquele em que o problema surgiu. É preciso ampliar a visão para ajustar o foco e não apenas definir o foco para fazer as correções. Nem sempre o que está visível resolve um dilema ou problema.

Toda comparação apresenta resultados inusitados. Se não ocorrer dúvida ou transformação durante o processo, talvez a ousadia não foi suficiente. É preciso estar atento para perceber as pequenas variações, que podem conduzir a conclusões totalmente inesperadas... e revolucionar o mercado ou a própria ciência.

Exercite sua percepção.
Até mais.

Empreender é assumir riscos

Bem amigos... Se até o Galvão Bueno pode falar assim, por que não eu? E podem até mandar calar a boca. rs

Nas últimas décadas, a palavra "empreendedor" tornou-se tão comum, que qualquer pessoa que abre um negócio ou oferece um trabalho, passou a ser considerado como tal. Porém, há várias diferenças não somente em relação ao ramo de atuação.

O objetivo de todo empreendimento é gerar lucro, não há dúvida nisso. As formas e métodos aplicados para gerar essa margem de vantagem é que faz a diferença no negócio. Prospectar oportunidades para encontrar o ramo mais viável e promissor é um dos primeiros passos.

No entanto, o que não fica dentro da empresa, geralmente é ignorado e até negligenciado, como os distribuidores e fornecedores, dependendo da área de atuação. Quando a empresa trabalha com "empreitadas", ou seja, aloca pessoal ou distribui os serviços para que terceiros executem, em épocas de mercado aquecido, o interesse e o foco se concentram apenas na "margem de lucro". Se dá dinheiro, por que não aproveitar?

O grande engano ocorre logo no começo, quando o negócio é estabelecido com base na intermediação e nenhuma responsabilidade é assumida pelo "empreendedor", transferindo todo o ônus do trabalho aos contratados. Além de sobrecarregar a responsabilidade do realizador, a vista grossa para os riscos enfraquece qualquer relação profissional. As responsabilidades do executante e do "empreendedor" devem estar bem claras e entendidas pelas partes envolvidas. E cada um assume sua parte com total responsabilidade.

Para ser simples, mas quando surge um problema, o jogo de empurra prevalece entre os parceiros, o que dirá então, no caso de resolver o problema do cliente.

No livro "Quem mexeu no meu queijo", os queijos somem, ou seja, o que sustentaria os ratos fica cada vez mais escasso, exigindo a busca por novas fontes. Os clientes podem ser ilustrados como esses queijos. Tudo bem até aí. O que muitos ignoram é o fato do fornecedor ou prestador de serviços ser um dos componentes-chaves, até para cuidar do queijo e manter a normalidade no fornecimento do produto.

Em casos extremos, há pessoas que além de não se conformar com a ausência de um fornecedor específico, não forma uma base que possa cobrir ou substituir a falta de uma equipe. E nesse contexto, jogar a culpa em terceiros só é a assinatura de uma declaração de que a empresa não está preparada para cumprir o serviço que oferece.

Muitos enfatizam a parceria, mas poucos entendem que as parcerias só dão resultado quando cada parte assume e cumpre a sua parcela de responsabilidade. Geralmente, por incrível que possa parecer, veem o parceiro como quem vai carregar toda carga de trabalho e risco do empreendimento. E para bom empreendedor, meia palavra basta para compreender todo o cenário.

Saber assumir riscos é decidir com base no peso de cada fator, avaliando todas as variáveis etc. etc...
Cooperações de longo prazo só dão certo quando cada parte percebe que esse item é bem fundamentado.

E empreender é assumir riscos. Para bom empreendedor, meia oportunidade basta.

Escrever com tom irreverente

Olá amigos,

Escrever é uma arte. Um dia, quem sabe, eu aprendo.
Normalmente, o blog apresenta o jeito "fabricado" ou seja, totalmente trabalhado na correção gramatical e concordância etc., sem considerar as eventuais discordâncias que sempre surgem. Outras vezes, blogs com ênfase em piadas e causos, o tom de todos os posts são irônicos e os mais lidos são, sem dúvida, os que apresentam conteúdo que vai além da simples "tirada" ou piada repetida exaustivamente.

Com o Twitter, há uma nova geração de humoristas que geram conteúdo: simples tuiteiros e profissionais do humor, stand-up e afins. A interação entre artistas, famosos ou não, com o público tornou-se mais intenso, ou melhor, um novo canal surgiu para aproximar os artistas de onde o povo está: em sua casa e trabalho, literalmente. Outro efeito do Twitter, foi a reciclagem de piadas. Releituras ou repetições de piadas antigas e criação de frases com sacadas e mensagens bem impactantes. Muitos ainda enviam emails com piadas que os usuários do Twitter leram há meses ou anos. Há também as frases de parachoques de caminhão... a variedade é imensa.

A velocidade da comunicação online foi acelerada e ganhou uma nova dimensão, pois o Twitter integrou as mídias e os textos curtos ajudaram muitos a escrever de modo sucinto. Há os que escrevem uma saga, postando textos que continuam nos tweets seguintes. Confesso que eu nunca li a continuação de um tweet... Acho também que as mensagens longas precisam ser postadas em local que permita a leitura completa, de uma vez só, indicado por link, pois a "continuação" do tweet fica perdida entre vários tweets de assuntos diversos.

Uma técnica para o humor ou romantismo ganhar força na internet, sobretudo no Twitter, é tuitar mensagens curtas, mas escritas com as palavras que realmente "ilustram" o contexto. 140 caracteres restringem a quantidade, mas estimulam a criatividade para escrever algo com qualidade.

O humor exige que o contexto esteja bem claro, o fato seja conhecido pela maioria do público para que a piada seja facilmente entendida. Bancar o engraçadão pode ser adequado em alguns tweets, porém, muitos perdem o interesse em quem busca apenas mostrar "o quanto é divertido" e postar continuamente frases desgastadas.

Geralmente, as piadas mais engraçadas independem de quem conta. Depende do "pano de fundo" e a habilidade do humorista é que acentua as características da piada, com ênfase nas cores e detalhes para aguçar a mente do público.

Não existe melhor matéria-prima para o humor do que a realidade. Um fato verídico, com uma visão particular, é uma boa receita para ser percebido com um bom humorista. Os profissionais, claro... aqui escrevo apenas uma opinião... nem tenho autoridade para debater sobre isso.

A comédia situacional, SITCOM, que é prima do Stand-up, é um ótimo exemplo de que a realidade pode ser interpretada com olhar jocoso e totalmente irreverente. Problemas do cotidiano podem ser "enfrentados" com bom humor e servir de "material" para as mais variadas visões de mundo.

Para mim, o Twitter possui uma massa crítica importante. Seguidores de diversos perfis, de todas as regiões do Brasil e conteúdo gerado por pessoas do mundo inteiro é compartilhado quase sempre em tempo real com usuários que acessam e postam comentários também em qualquer parte do planeta e até de sua órbita.

Bons seguidores, independente do histórico pessoal, ajudam os tuiteiros a dominar o universo dos 140 caracteres. O planeta continua o mesmo, apesar das mudanças climáticas e decisões políticas, o mundo se expande cada vez mais no complexo universo digital, que ganha novas dimensões a cada minuto.

Esse é o novo mundo, uma versão virtual de toda ficção científica que jamais foi imaginada, pelo menos não com essa profundidade. É uma garantia de que ainda há muito a ser criado e descoberto. E isso é o importa para a vida humana.

Até mais.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dono do trabalho? Por que não?

Olá pessoal,

É muito bom quando trabalhamos fazendo o que desenvolve nosso talento, mesmo que as habilidades sejam consideradas como talento apenas pelo fato de dar prazer em realizar esse tal de "trabalho".

Hoje eu vejo pessoas que trabalham em áreas que um dia eu desejei estar. Meu amigo Sandro é um exemplo. Desenhista e ilustrador profissional, seus trabalhos são conhecidos em vários países, graças ao talento e às mídias digitais que ajudam a divulgar suas habilidades. Admiro imensamente quem trabalha com comunicação visual, desde os mais simples logotipos bem produzidos até a arquitetura e artes plásticas. E todo tipo de manifestação artística, desde o movimento corporal a shows requintados.

Lembro quando estava no segundo grau (faz um pouco de tempo...rs) e meu sonho era ser designer, adorava desenhar carros e os colegas elogiavam. Porém, não considerava um talento. Alguns amigos até diziam que eu tinha traço próprio e "certo dia", um desenhista profissional sugeriu que eu expusesse os desenhos na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Bom Retiro.

Foi um incentivo muito grande, não realizei e logo depois, ingressei na faculdade (Faculdade de Tecnologia de São Paulo), onde descobri que não era desenho técnico e nem cálculo, o que me motivava. Não eram a razão da minha existência. E a faculdade? A Fatec viu um aspirante a Tecnólogo em Projetos de Mecânica abandonar o curso e procurar a área de Marketing. Logo depois, comecei a trabalhar em um ramo totalmente diferente, mas não menos interessante: a tradução. E assim a vida seguiu até hoje. O desenho ficou limitado às aspirações e rabiscos que faço para desestressar.

Sorte a minha, também, por não ter seguido a área de desenho e ilustração. Seria muito difícil concorrer com alguém como o Sandro, cujo trabalho é reconhecido por Maurício de Sousa e está presente em redes de TV como a Record, só para citar alguns exemplos. Impressiona, o gabarito do homem. Seus trabalhos geram emoções sadias, graças ao grande talento lapidado desde a infância.

Todo trabalho, assim como o relacionamento interpessoal, requer muita dedicação. Não basta desejar algo e simplesmente achar que todos os nossos pedidos serão atendidos. A busca consiste em entender os requisitos para realizar o projeto, conhecer as exigências do mercado e saber em que contexto tudo é executado.

O talento pode ser visto como um dom, é verdade que é um tipo de dom, mas esse dom é desenvolvido graças ao esforço de cada um. A pessoa pode ter todos os dons possíveis, mas se deixar levar pela excessiva autoconfiança, poderá passar os anos apenas contando seus "potenciais" talentos e ficar imaginado tudo o que poderia ter sido, que jamais será pelo simples fato de nunca nada ter sido como se pensava.

Não há como desenvolver um trabalho, sem envolvimento total, com sonhos à luz do dia e a cada manhã, com pensamentos que o acompanham durante o dia até a hora de dormir. O vínculo emocional com aquilo que fazemos é essencial para obter o sucesso desejado.

Aprendi muito estudando formas para melhorar a tradução e a comunicação. Esse talento, considerei importante. Fazia parte de mim, desde a infância e essa vontade sempre foi mais forte do que a de desenhar.

Não escolhemos nossos talentos, claro. Porém, apesar de muitas dificuldades que encontramos em cada jornada, tudo acaba contribuindo para conhecermos mais detalhes sobre "nosso" trabalho. Sim, nosso, porque escolhemos e decidimos fazer da forma que fazemos. Isso é importante e aprimora nossas habilidades, aprofundando nossa especialização.

Ao tomar "posse" do trabalho, ou seja, ao lidar com o trabalho como se fosse um ativo, uma propriedade, é mais fácil assumir os eventuais erros e identificar onde essas falhas ocorrem. Assim, pode exemplo, desde que comecei a entender o modus operandi, o avanço ficou mais acelerado. Sendo proprietário do seu trabalho e assumindo a responsabilidade pelas ações, a visão externa sobre seu trabalho também se fortalece. As pessoas reconhecem quem se compromete e cumpre as exigências. Mais que isso, facilita a melhoria contínua e a superação das expectativas.

E o sucesso é decorrente da excelência na execução do trabalho e percepção de quem necessita desse trabalho, de que ele foi realizado satisfatoriamente ou melhor, com qualidade acima dos padrões exigidos. Isso garante um boa avaliação.

Avalie sempre seu trabalho. Os feedbacks são apenas consequência.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O poder da gratidão

Obrigado!


Agradeço a você, por ter começado a ler este texto. É muito gratificante estabelecer uma comunicação com pessoas que não conhecemos, até mais do que a sensação de reencontrar velhos amigos. A intensidade pode não ser a mesma, pois o vínculo é formado somente após compartilhar ideias e pensamentos.

Quando estamos trabalhando, exceto se for num mosteiro, onde a demonstração de gratidão é uma prática habitual, geralmente as pessoas dedicam muito pouco tempo para agradecer.

Comece agradecendo as pessoas que poucos reparam, por exemplo, agradecendo a pessoa que faz a limpeza do local, a que prepara e traz o café e assim por diante. Normalmente, agradecemos com um "obrigado" com jeito de obrigatoriedade... Sim, somos impelidos a agradecer com palavras.

No entanto, as palavras não bastam, é preciso sentir a gratidão, criar vínculo emocional com a situação e as pessoas a quem estamos agradecendo. Experimente e veja a diferença. Você ficará mais aliviado, terá prazer de lembrar do fato. As pessoas logo percebem quem sente e pratica aquilo que fala, pois são características que acompanham o comportamento e isso é bem visível.

Na hora de agradecer, agradeça de corpo e alma, como se estivesse agradecendo a Deus por ter permitido viver esse momento de gratidão. Afinal de contas, foi isso mesmo que aconteceu.

Quando estive em Nova Iorque, no hotel onde fiquei hospedado, a limpeza era feita por uma equipe de senhoras que ficavam recolhidas num dos aposentos, aguardando a hora de realizar o trabalho nos quartos. Desde o primeiro dia, toda vez que eu passava por elas, cumprimentava. Elas respondiam com alegria. São pessoas quase invisíveis para a parcela que acredita apenas no "estou pagando". O pagamento se limita ao serviço, que deve satisfazer o que foi contratado e solicitado, mas o sentimento das pessoas parece ser sempre um acessório, relegado a opcional que alguns consideram até desnecessário.

Nessa viagem, nos restaurantes, fast food ou Starbucks etc., quando era possível, conversava com os atendentes e eles eram muito simpáticos quando eu fazia até uma brincadeira. Assim, perguntava algumas coisas básicas, quase irrelevantes. E sempre agradecia. Isso criava uma chance de vínculo. Da segunda vez, a pessoa já sabia quem eu era (e ainda sou, acho).

Esse é o poder de ser grato. Não é simplesmente agradecer com palavras, mas tratar as pessoas desde o começo com muita consideração e ser realmente grato pelo fato de tudo ter dado certo, ter saído como esperávamos ou muito melhor que isso. E esse sentimento melhora qualquer situação.

Muito obrigado, amigo.

Tenho profunda gratidão em poder compartilhar esse sentimento com você.

É isso!