As metáforas, analogias e todas as comparações ajudam a reforçar o que percebemos. Quando entendemos além das entrelinhas, ou seja, o que está implícito, seja como conotação ou duplo até triplo sentido, nossa percepção estimula a criatividade, abrindo o horizonte para novas interpretações.
Quanto mais as ciências exatas evoluem, melhor é o entendimento sobre a importância das emoções nas questões do dia a dia. Esse aspecto reforça dramaticamente o poder das mensagens.
Há muito tempo, são usados arquétipos para simular o comportamento e decisão dos consumidores ou pessoas que precisam escolher algumas alternativas. O arquétipo é o espelho das aspirações do ser humano. Tudo o que ele sente falta e deseja, pode ser reunido num arquétipo, que é o modelo com o qual o indivíduo se identifica.
Tudo que integra o arquétipo é motivo de comparação e há uma relação quase biunívoca com o indivíduo que reúne tais características. Esse exemplo demonstra o poder da metáfora. E a análise comparativa sempre aponta traços comuns, facilitando a previsão de ações futuras no comportamento.
Nesse contexto, a neurociência apresenta boas descobertas, pois vai além da pirâmide de Maslow e as carências afetivas e frustrações freudianas. Basta citar que os avanços na psicologia desde 1990 representam mais conhecimento do que o que foi acumulado nos séculos anteriores, desde o início dos estudos nesse campo.
A neurociência é um campo puramente científico com aplicação muito interessante no marketing. Tanto que a principal aplicação é nesse sentido: o Neuromarketing. A neurolinguística tornou-se famosa pelas fórmulas propagadas pelos livros de autoajuda, pensamento positivo etc., porém vai muito além de dicas e truques. A neurociência proporciona uma base quase inesgotável de informações sobre as motivações do ser humano.
Nem sempre o desejo gera frustração. Muitas vezes gera um novo tipo de motivação. E as novas ideias criam situações melhores do que as anteriores, desde que sigam os princípios do bom senso e da lógica. Porém, se as regras comuns forem seguidas, o resultado não será um avanço medíocre? Pode ser.
Einstein já dizia que a solução está sempre num patamar superior e mais amplo do que aquele em que o problema surgiu. É preciso ampliar a visão para ajustar o foco e não apenas definir o foco para fazer as correções. Nem sempre o que está visível resolve um dilema ou problema.
Toda comparação apresenta resultados inusitados. Se não ocorrer dúvida ou transformação durante o processo, talvez a ousadia não foi suficiente. É preciso estar atento para perceber as pequenas variações, que podem conduzir a conclusões totalmente inesperadas... e revolucionar o mercado ou a própria ciência.
Exercite sua percepção.
Até mais.
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