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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Empreender é assumir riscos

Bem amigos... Se até o Galvão Bueno pode falar assim, por que não eu? E podem até mandar calar a boca. rs

Nas últimas décadas, a palavra "empreendedor" tornou-se tão comum, que qualquer pessoa que abre um negócio ou oferece um trabalho, passou a ser considerado como tal. Porém, há várias diferenças não somente em relação ao ramo de atuação.

O objetivo de todo empreendimento é gerar lucro, não há dúvida nisso. As formas e métodos aplicados para gerar essa margem de vantagem é que faz a diferença no negócio. Prospectar oportunidades para encontrar o ramo mais viável e promissor é um dos primeiros passos.

No entanto, o que não fica dentro da empresa, geralmente é ignorado e até negligenciado, como os distribuidores e fornecedores, dependendo da área de atuação. Quando a empresa trabalha com "empreitadas", ou seja, aloca pessoal ou distribui os serviços para que terceiros executem, em épocas de mercado aquecido, o interesse e o foco se concentram apenas na "margem de lucro". Se dá dinheiro, por que não aproveitar?

O grande engano ocorre logo no começo, quando o negócio é estabelecido com base na intermediação e nenhuma responsabilidade é assumida pelo "empreendedor", transferindo todo o ônus do trabalho aos contratados. Além de sobrecarregar a responsabilidade do realizador, a vista grossa para os riscos enfraquece qualquer relação profissional. As responsabilidades do executante e do "empreendedor" devem estar bem claras e entendidas pelas partes envolvidas. E cada um assume sua parte com total responsabilidade.

Para ser simples, mas quando surge um problema, o jogo de empurra prevalece entre os parceiros, o que dirá então, no caso de resolver o problema do cliente.

No livro "Quem mexeu no meu queijo", os queijos somem, ou seja, o que sustentaria os ratos fica cada vez mais escasso, exigindo a busca por novas fontes. Os clientes podem ser ilustrados como esses queijos. Tudo bem até aí. O que muitos ignoram é o fato do fornecedor ou prestador de serviços ser um dos componentes-chaves, até para cuidar do queijo e manter a normalidade no fornecimento do produto.

Em casos extremos, há pessoas que além de não se conformar com a ausência de um fornecedor específico, não forma uma base que possa cobrir ou substituir a falta de uma equipe. E nesse contexto, jogar a culpa em terceiros só é a assinatura de uma declaração de que a empresa não está preparada para cumprir o serviço que oferece.

Muitos enfatizam a parceria, mas poucos entendem que as parcerias só dão resultado quando cada parte assume e cumpre a sua parcela de responsabilidade. Geralmente, por incrível que possa parecer, veem o parceiro como quem vai carregar toda carga de trabalho e risco do empreendimento. E para bom empreendedor, meia palavra basta para compreender todo o cenário.

Saber assumir riscos é decidir com base no peso de cada fator, avaliando todas as variáveis etc. etc...
Cooperações de longo prazo só dão certo quando cada parte percebe que esse item é bem fundamentado.

E empreender é assumir riscos. Para bom empreendedor, meia oportunidade basta.

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